Uma jovem universitária voltava dos estudos intensivos. Já era noite, aquela hora ela estaria em casa se não tivesse assuntos para resolver em New York. Usava óculos que demonstrava inteligencia, uma calça jeans apertada, um grande casaco comprado recentemente.
Era uma noite fria e movimentada pelas ruas. Victor estava caminhando em direção oposta e viu a jovem universitária.
-Opa, desculpa.
Victor esbarra na moça, segura seus ombros.
-Tudo bem - A Jovem sorri - também não olhei pra onde andava, descul...
Victor continuava seu caminho. Virava uma esquina e acelerava os passos.
-Sorte grande.
Tira do bolso um celular, uma carteira e uma aliança de ouro. No momento em que esbarrou na menina conseguiu tirar tudo isso de sua bolsa, e ate mesmo a aliança do dedo da jovem.
-Ainda bem que não estava apertado no dedo - Victor acelera mais o passo e pega sua moto, ou a moto de outra pessoa, quem se importa?.
Tirou todo dinheiro da carteira e jogou o resto no chão. Ao transitar com a moto passou facilmente pelo transito, quase foi atropelado por um carro, viu que o motorista era um asiático apressado. Depois de alguns contra tempos, chegou em um galpão abandonado.
Desligou a moto, colocou a chave no bolso do casaco marrom, tirou as luvas pretas e entrou no galpão sem a moto. Bateu na porta e depois olhou para o lado onde havia uma câmera. Depois levantou as mãos, logo foi puxado para dentro. Foi revistado brutalmente por três homens, os três eram negros e carecas, poderiam parecer irmãos se um deles não tivesse dois metros de altura e queixo pontudo, enquanto os outros eram de tamanho normal, porém muito mais musculosos.
Dentro do galpão havia apenas um longo corredor com uma escada no final, o lugar era pouco iluminado, mas dava pra enxergar outros homens no escuro, televisões desligadas, alguns vídeo games e ate mesmo armas jogadas pelos cantos do chão.
-Pode descer - O menor entre os seguranças falou
Victor sem responder apenas seguiu enfrente, porém não desceu a escada. Apertou um botão na parede, logo se abriu um elevador a sua frente. Nunca desça as escadas, Victor pensou. No elevador havia apenas dois botões "T e S". Victor apertou T e esperou. Depois de um tempo se encontrou em uma feira gigante. Os mais leigos chamavam aquilo de Mercado Negro. Mas para homens como Victor era apenas O Mercado.
-Salve, Victor - Um homem se aproximava de Victor - aquele roubo foi magnifico, conseguiu quitar sua divida e ainda ganhou uma grana, pena que seu amiguinho não tenha conseguido quitar a divida dele, primeiro foi a perna, depois o braço. Sabe como é, tive que mostrar pras pessoas o que acontece quando me pedem um favor e não pagam por ele.
Constantino, é um homem extremamente perigoso. Controla todo trafico de New York, tem influencia na policia e na politica. Ele é mais que um Agiota. Constantino apenas faz "empréstimos" ele faz qualquer favor, como um verdadeiro mafioso. Ele mede o valor e pede algo em troca, o problema é, quando Constantino pede algo, e você não paga... Você vai preferir estar morto do que ser pego por ele.
-Senhor Constantino eu vim no seu mercado vender algumas coisas que roubei.
-Como sempre, você tem talento garoto, cuidado pra não dormir em uma vala por ai.
Vender objetos roubados no Mercado era melhor que vender em qualquer outra lugar. A chance de ser pego vendendo algo pelas ruas era muito grande, mas ali, eram quase nulas.
Victor se aproximou de um leilão. Em um lado estavam vendendo meninas do oriente, no outro lado armas biológicas e ate mesmo cães de briga. Tudo de ilegal era vendido e comprado naquele lugar. Victor foi ate o canto esquerdo do Mercado e falou com um homem que estava na escuridão. Ele usava um sobretudo negro, seu rosto não podia ser visto. Aquele era o homem que Victor vendia os objetos roubados.
-Mostre! - o homem falava em uma voz gutural
Victor mostrava o anel de ouro, um diamante, alguns cordões de ouro, outros de prata, e um perfume em um frasco de vidro resistente.
O homem colocava cada item em uma mesa branca, pegou alguns objetos e começou a avaliar cada objeto.
-Aqui - O homem entregava o dinheiro em um malote para Victor.
O dinheiro era bom, inegociável e aquele homem não tinha paciência para barganhar. O ultimo homem que tentou não se saiu muito bem. Era um Mercado perigoso para espertinhos.
-A Morte te chama
Victor sente um frio na espinha, olha para trás e nota o homem encapuzado falando.
-Seu destino esta cada vez mais próximo, você é...
O homem então se ajoelha e começa a vomitar. Deve ser algum tipo de droga.
Victor estava saindo do Mercado quando viu Constantino acenando, estava o chamando. Victor surpreso foi ate Constantino.
-Você gosta de dinheiro, mas essas esmolas não duram muito, certo? você é jovem, quer dinheiro.
-O que o Senhor quer de mim - Victor reparou na insolência - de-desculpe
-Não se preocupe, eu não mordo - Constantino reflete um pouco - espera, mordo sim - alguns risos dele e dos capangas - geralmente é o contrario. Você tem talento, preciso exatamente dos seus talentos.
Constantino pega um mapa.
-Um doente mental fugiu do hospício a uns anos - Constantino começa a andar, levando Victor para uma sala em uma abertura secreta.
Victor observa ao entrar na sala que eles não estavam no subsolo, imagina que tipo de elevador seja aquele, ou como construíram o Mercado. Pelas janelas da sala conseguia ver a escuridão do lado de fora, e uma parede logo ao longe. Constantino coloca o mapa na parede. Apenas um dos seus homens fica com ele, os outros fica do lado de fora da porta.
O homem que ficou com Constantino era seu braço direito, Jonny Feio. O nome é apenas uma sátira, já que Jonny era muito bonito. Cabelos castanhos, olhos azuis claros, queixo quadro, barba por fazer e mestre de Judo. Constantino adorava ver Jonny lutando, o desespero dos adversa rios era excitante para ele.
Constantino era moreno, baixo, gordo, cabelos sempre curtos e sempre com a barba feita. Parecia ser um homem comum e inofensivo, mas o próprio Constantino era um matador. Muito da sua historia é um mistério
-Esse doente mental matou, roubou, estuprou e esta à solta... - Constantino da uma pausa -... eu poderia mata-lo, mandar alguns homens lá, e acabar com isso. Mas um amigo meu disse que quer esse homem vivo e que precisa urgentemente de um cristal que ele roubou. Mandei alguns homens pra fazer isso, apenas neutralizar. Mas eu não sabia do perigo. Todos os homens que mandamos foram dados como desaparecidos. Atualmente ele foi encontrado indo para uma fazenda, não sabemos se ele ainda estar por lá.
-Onde eu entro nessa historia?
-Você é bom em furtar e em roubar. Aquele seu ultimo roubou foi demonstração disso. Quero esse talento para confirmar a localização desse homem, roubar o crist...
-E se eu também trouxe-lo vivo? - Victor o interrompe
Constantino fica sem palavras e depois sorri.
-Consiga confirmar a localização, te dou vinte mil. Consiga rouba-lo ganhara três milhões.
Enquanto ouvia, Victor lia rapidamente sobre o homem.
Ivan Nikolai, 43 anos. Insanidade mental, compulsivo por matar pessoas e vê-las sofrer lentamente. Extremamente agressivo, tendencia suicidas constantes. Fez 527 vítimas registradas...
-Se trouxe-lo vivo para mim, te deverei um favor.
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