quinta-feira, 12 de junho de 2014

Isabella

 -Você quase atropela aquele motoqueiro - Isabella

 Daisu dirigi velozmente, quase atropela algumas pessoas pelo caminho. Depois de alguns minutos já estão saindo de New York.

 -Quase atropelar não é atropelar. Eu era piloto, relaxa, senhorita.

  Realmente, Daisu é um piloto e tanto, não ultrapassava a velocidade máxima, mas conseguia ser mais rápido que todos os outros carros. Cada curva que Daisu dava era rápido. O tempo todo ele trocava as marchas, para Daisu os movimentos eram naturais é tranquilos.

Isabella então pega no sono. Acaba sonhando com uma mulher nas casas dos setenta, a mulher se aproximava de Isabella, todo lugar era escuro, havia algumas manchas vermelhas ao longe.

 -Isabella. - A mulher falava vagarosamente como se fosse uma brisa passando por ela. - Seu destino, você é...

 Isabella acorda. Daisu estava parando o carro, era noite. Isabella olha o relógio, eram 20:47. O céu estava sem lua, muitas nuvens, qualquer momento poderia chover.

 -Chegamos, quer que eu tire fotos, Senhorita?

 -Não, Daisu. - Isabella retoca a maquiagem, coloca suas botas de couro, luvas brancas e um casaco. O frio vai aumentar com o decorrer da hora. - Guarde a bateria para quando aparecer algo.

 Eles entram na fazenda. Notam logo a frente um carro preto. Isabella olha para o carro, as janelas eram escuras, então ela se aproxima. Nota que não há ninguém no carro. Dentro havia um rádio.

 -Deve ser de algum policial, talvez um detetive - Isabella comenta. - deve ter algo aqui, to empolgada.

 Isabella sorri e saltita feliz para dentro da fazenda. Daisu a segue logo em seguida com a mochila de Isabella e com seus próprios equipamentos na mala.

 Depois de alguns minutos, eles notam algumas pessoas escondidas pelo milharal. Daisu pega sua câmera e tira algumas fotos, obviamente sem flash. Chegando mais perto nota que são jovens transando, usando drogas, brigando, entre outras coisas. Daisu continua tirando fotos. Isabella, por sua, vez nota que são apenas adolescentes, acharam um lugar longe e tranquilo para suas orgias.

 Não vê nenhuma arma com eles, apenas água, maconha, comida, cigarros, bebidas, algumas cocaínas, nada que desse uma noticia grande.

 Isabella se aproxima deles, Daisu a segue um pouco mais distante. Isabella conversa com um jovem todo encasacado, o capuz cobre parte do rosto, a outra parte que estava coberta era toda pálida, deve usar drogas constantemente, pensou Isabella.

 -Hey garotão, soube de alguns assassinatos por ai?

 Ele olha para Isabella calmamente, avaliando, testando. Pensando se responde ou não.

 -Sim, dizem que tem gente sumindo, desaparecendo, morrendo.

 -Você não viu nada sobre?

 -Você é policial?

 -Não, sou reporte, apenas. Toma aqui. - Isabella pega 100 dólares do bolso, e coloca no bolso dele. -Vamos lá, abre o jogo pra mim.

 Ele então olha para Isabella e responde;

 -Alguns colegas dessas pessoas sumiram por essa fazenda, outros dizem só que ficaram doidões e foram pra outro lugar. Há quem diga que já viu monstros por aqui e uma fábrica misteriosa.

 -Fábrica? onde?

 Gritos se misturam no ar. Isabella não acredita no que vê. Não era animal, nem parecia ser humano. Eram cinco ou seis. Pareciam ser porcos usando armadura medieval.

 -O que?

 O adolescente que Isabella estava conversando começa a correr, Isabella olha para trás, vê Daisu.

-TIRE FOTOS!

 Daisu acorda pra realidade e começa a tirar fotos, dava pra ver o desespero em suas mãos tremendo.

 Os monstros batiam na cabeça de algumas meninas, algumas estouravam, outras ficavam no lugar. Eles querem levar pessoas vivas se for possível, o que diabos é isso?.

 -Vamos Daisu.

 Daisu e Isabella começam a correr, alguns jovens correm aos seus lados também. Daisu corria mais que Isabella, mesmo carregando peso. Isabella olhou para trás viu mais de perto o monstro. Era apenas um atrás deles, tinha três metros é meio, seu rosto era idêntico ao de um porco, porém havia alguns chifres pequenos na cabeça, suas pernas pareciam ser de outro tipo de animal, uma mistura de canguru com leopardo. Os dentes do Porco eram grandes e afiados, e ele parecia estar falando algo em outra linguá enquanto corria furiosamente na direção deles.

 Daisu e Isabella vão para um lado e os outros dois jovens para outro lado. O Porco segue os dois jovens. Alguns minutos depois Daisu para de correr.

-Por que parou?. -Isabella estava eufórica

-Não posso deixar eles serem pegos, são apenas jovens.

 Daisu parecia ter vinte anos, porém falava de uma maneira autoritária, talvez tivesse irmãos mais novos. Daisu joga a mochila de Isabella no chão. Vai correndo na direção que os jovens poderiam estar. Isabella grita uma maldição, pega a mochila e segue Daisu. No decorrer da corrida, nota um jovem jogado no chão sem as pernas e sem parte da cabeça.

 Continuando pelo longo milharal, Isabella se perde de Daisu e nota uma casa.

 -SOCORRO!

 Isabella grita por socorro e logo um velho aparece na porta.

- O que esta fazendo aqui na minha propriedade, moça? - Ele segura uma escopeta antiga, mirando para Isabella - Vo-você ta bem?

 -Por favor me deixe entrar.

 Isabella então entra, é convidada para se sentar. Uma outra jovem que parecia ter a mesma idade de Isabella a oferece água.

 -Você esta bem? qual seu nome?

 -Sou Isabella, sou repórter. - Isabella bebe a água velozmente, se engasga e bebe mais. - E você, como se chama?

-Me chamo Luiza.

 Luiza é linda, cabelos ruivos, olhos verdes claros, seios atraentes, magra e quadris largos. Poderia ser modelo se quisesse. O velho homem aparece bebendo uma xícara de café.

 -E eu me chamo Joseph, tu menina, apareceu aqui, tá com detetive?

 -Não senhor, eu sou repórter, vim encontra-lo também, ele esta aqui?

 -Não, ele saiu - Respondeu Luiza

 -Mas aconteceu algo lá fora? - Perguntou Joseph

 -Senhor Joseph, sua fazenda, há criaturas e elas atacaram...

 A porta abre brutalmente.

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